"amor perfeito, amor quase perfeito, amor de perdição, paixão que cobre todo meu pobre peito pela vida à fora. vou-me embora, embromadora. você pra mim agora passa como jogadora, sem graça e sem surpresa. diga que perdi a cabeça, se eu me levantar da mesa e partir antes do final do jogo. louco seria prosseguir essa partida, essa falsa que se enraíza e faz negro todo meu desejo pela vida à fora. vou-me embora, embromadora. e quando eu saltar de banda, e quando eu saltar de lado, vou desabar seu castelo de cartas marcadas e tramas variadas. sim, seu castelo de baralho vai se desmanchar, desmantelado, decifrado, sobre o borralho da sarjeta. chegou o inverno."
adriana calcanhotto
terça-feira, 24 de maio de 2011
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